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sábado, 13 de julho de 2013

apresentação

 o passado e o futuro geram o tempo


lao-tsé


falemos do meu passado. sou o segundo filho de uma típica família da classe média dos anos 80. como tantas outras sempre vivi nos subúrbios de uma grande cidade. nesses tempos infantis, coisas como gelados ou cerejas, eram pequenos luxos. receber uma bicicleta BMX no natal era tudo menos banal. a minha família contava com os rendimentos do meu pai, isso explica a racionalização nas despesas, com que sempre vivemos. era raro vestir roupa de marca e cheguei a vestir calças de ganga compradas na feira, ou mesmo camisolas de lã feitas em casa.
com a proliferação dos centros comerciais, o acesso  a vestuário e a eletrodomésticos tornou-se mais fácil. assim penso que em certa medida, vivendo em dois períodos distintos, consigo dar mais valor às coisas, pois não vivi sempre em abundância. para terem uma ideia, apenas tive acesso a um computador portátil no ultimo ano de faculdade.
como sempre me interessei por tecnologia, segui um percurso escolar orientado para as ciências, formando me em engenharia.

a minha carreira contributiva começou à 7 anos, pautada com períodos de inactividade. trabalhei para quatro empregadores passando pelo privado, investigação e publico, a contracto e a recibo verde. nunca trabalhando na área de especialização, bem me avisaram os professores na faculdade. o mundo do emprego fixo por largos anos passou de regra a raridade. actualmente encontro me na área comercial, a área mais ostracizada do meu curso, sempre vista como um mal necessário. e vivo com os meus pais, pois vivendo a menos de 15km do local de trabalho, aliada à precariedade do contrato de trabalho, torna o aluguer ou aquisição uma decisão pouco racional. para quê alugar um quarto em outra casa com outras pessoas, quando vivo com as pessoas de quem amo?

e o futuro...? com o estado em que estão as coisas, contento me em poder me reformar na mesma idade que o meu avô, nos seus cinquenta. possível, vivendo com o nível de vida com que ele viveu, parece me suficiente. actualmente somos mais ricos virtualmente do que materialmente, no virtual a riqueza é infinita, será esse o quinto império de que falava pessoa? estou feliz por ter este objectivo e estou verdadeiramente lutando por ele.

domingo, 30 de junho de 2013

o passo


uma longa viagem começa com um único passo


lao-tsé


olá mundo.

apresento vos este blog que vai ser uma espécie de diário de bordo, do actual caminho que estou a percorrer. um caminho no âmbito de uma filosofia de vida simples, capaz de fazer frente, aos actuais ventos de mudança que todos nós nem que um pouco temos sentido.

tudo começou com uma conversa que tive com um amigo, sobre a possibilidade de englobar rendimentos não ultrapassando o actual 1º escalão do irs, (menos de 7000€). assim publiquei um tópico no
caldeirão da bolsa o fórum do Jornal de negócios, em que expunha esta minha duvida fiscal. com grande surpresa minha esse tópico excedeu as minhas expectativas, não só em termos de dúvidas esclarecidas como no interesse de muitos dos forenses, aos quais transmito o meu profundo agradecimento.

muito rapidamente obtive respostas positivas e também opiniões dissonantes. alguns forenses são da opinião de não ser possível viver com menos de 7000€ por ano e para outros essa quantia é suficiente. foi nesse momento que comecei a vibrar no mesmo comprimento de onda da filosofia da
frugalidade.

todos são bem vindos de coração, para me acompanharem neste caminho com um debate de ideias, construtivo, com ideias, sugestões e comentários. conto convosco.