sábado, 20 de julho de 2013

o ninho

home is where your heart is


na minha mensagem de apresentação, mencionei viver com os meus pais. assim, aparentemente viver com apenas 7k€ por ano parece ser fácil. contudo o objectivo é a completa independência financeira. assim progressivamente vou passando a pagar os meus gastos, alimentação, água, eletricidade, Internet na medida do possível até dar último passo que será sair do ninho.
posso dizer que vivo com os pais por opção sustentada, prefiro poupar um pouco, em vez de deitar dinheiro pela janela para uma prestação ou renda. no primeiro caso estaria a pagar mais que o dobro do valor da casa ao banco, mais condomínio e outros gastos que poderiam estar incluídos numa renda; e no segundo estaria a fazer mais ou menos o mesmo pagando uma renda sem vir a ficar com a casa.

também me perguntaram quais são os meus gastos diários. antecipando estas questões criei desde que considerei escrever neste blog, uma folha de de cálculo, que faz o controle da variável mais importante para uma reforma antecipada - gastos. actualmente estou em média diariamente a gastar 8,77€, o que corresponde a em média 3.202,22€ anuais. para melhor monitorização dos gastos, separei os por categorias, alimentação, saúde, transportes e outros. relativamente à categoria: alimentação, foram gastos em restaurantes e cafés não apenas para mim; as restantes refeições estou a fazê-las em casa com os alimentos disponíveis. na categoria saúde são incluídos os gastos de higiene, bem como inscrições para actividades desportivas e educação, já que promovem a boa saúde física e mental. entre as mais importantes categorias encontram se os gastos com transportes; sejam combustíveis, portagens ou gastos de manutenção da viatura. finalmente na categoria outros, estão todos os gastos que por tão insignificantes que são, não têm uma categoria própria, talvez um dia algum deles se torne significante o suficiente, para ganhar a sua categoria.

com quantos salários anuais pretendo reformar me? bom essa questão colocada, têm pano para mangas. pois primeiro é importante saber, quais são os gastos anuais que terei numa, situação de completa independência de ajudas familiares ou outras. depois perceber que taxa de levantamentos considero razoável, tendo em conta o crescimento mínimo expectável da economia nacional. o que numa conjuntura atual recessiva, longe das taxas de crescimento passadas dos anos 80 e 90, parece ser muito baixa, criando maiores desafios a uma reforma antecipada.

sábado, 13 de julho de 2013

apresentação

 o passado e o futuro geram o tempo


lao-tsé


falemos do meu passado. sou o segundo filho de uma típica família da classe média dos anos 80. como tantas outras sempre vivi nos subúrbios de uma grande cidade. nesses tempos infantis, coisas como gelados ou cerejas, eram pequenos luxos. receber uma bicicleta BMX no natal era tudo menos banal. a minha família contava com os rendimentos do meu pai, isso explica a racionalização nas despesas, com que sempre vivemos. era raro vestir roupa de marca e cheguei a vestir calças de ganga compradas na feira, ou mesmo camisolas de lã feitas em casa.
com a proliferação dos centros comerciais, o acesso  a vestuário e a eletrodomésticos tornou-se mais fácil. assim penso que em certa medida, vivendo em dois períodos distintos, consigo dar mais valor às coisas, pois não vivi sempre em abundância. para terem uma ideia, apenas tive acesso a um computador portátil no ultimo ano de faculdade.
como sempre me interessei por tecnologia, segui um percurso escolar orientado para as ciências, formando me em engenharia.

a minha carreira contributiva começou à 7 anos, pautada com períodos de inactividade. trabalhei para quatro empregadores passando pelo privado, investigação e publico, a contracto e a recibo verde. nunca trabalhando na área de especialização, bem me avisaram os professores na faculdade. o mundo do emprego fixo por largos anos passou de regra a raridade. actualmente encontro me na área comercial, a área mais ostracizada do meu curso, sempre vista como um mal necessário. e vivo com os meus pais, pois vivendo a menos de 15km do local de trabalho, aliada à precariedade do contrato de trabalho, torna o aluguer ou aquisição uma decisão pouco racional. para quê alugar um quarto em outra casa com outras pessoas, quando vivo com as pessoas de quem amo?

e o futuro...? com o estado em que estão as coisas, contento me em poder me reformar na mesma idade que o meu avô, nos seus cinquenta. possível, vivendo com o nível de vida com que ele viveu, parece me suficiente. actualmente somos mais ricos virtualmente do que materialmente, no virtual a riqueza é infinita, será esse o quinto império de que falava pessoa? estou feliz por ter este objectivo e estou verdadeiramente lutando por ele.