“I have learned to seek my happiness by limiting my desires, rather than in attempting to satisfy them.”
- John Stuart Mill
antes de ir de férias, vou vos falar de um pouco da filosofia frugal. segundo o dicionário - frugal, adj. 2 gén. (frufale). que se sustenta de frutos. fig. sóbrio, moderado na alimentação: os espartanos eram frugais. parco, modesto: refeição frugal. antón. : intemperante.
na primeira parte da definição "que se sustenta de frutos", diga se da ou das árvores que semeou, os ganhos (poupanças, investimentos, oficio e afins). na segunda parte da definição "sóbrio, moderado na alimentação", referindo se ao controlo de gastos. curiosa é a referência aos espartanos, uma civilização com um modo de vida frugal que ecoou por mais de vinte séculos até aos nosso dias.
falando no fruto da nossa árvore das patacas, antes de tudo à que escolher bem o terreno onde semear a nossa semente. sejam as taxas da poupança, seja o risco no investimento especulativo, ou mesmo a formação que nos vai conduzir, abrir portas ou não ao nosso ganha pão.
estas escolhas do "terreno" são como o apontar de uma flecha ao alvo a partir de um arco, e o semear o largar da corda. finalmente o fruto é a pontuação obtida pelo nosso tiro; quanto mais concentrado mais certeiro, melhor o fruto.
é conveniente que o tipo de ganho escolhido seja o menos especulativo possível, e ao mesmo tempo ser suficiente, para o estilo de vida que nos comprometemos a viver.
desenganem se os que pensam que a profissão de trabalhador dependente, possa ser mais segura que alguns investimentos. pois mesmo como o próprio nome indica, a dependência da entidade patronal, está sempre sujeita aos seus caprichos e necessidades, não ás tuas. já é uma sorte nos dias que correm contar com as três renovações de contrato antes do vinculo definitivo. e mesmo após esse vinculo definitivo, falamos de uma bomba relógio que rebentará quando menos esperas ou quando te é menos oportuno.
agora falando em como usamos o fruto dos nossos ganhos. para começar a primeira regra desta vida regrada, será a de que as nossas necessidades têm de ser necessariamente iguais ou inferiores ao nosso fruto, para vivermos uma vida descansada. se esse não for o caso, é preciso continuar a adubar a nossa árvore, reabilitar ou mesmo derrubar e começar um novo ciclo. ou antes de chegarmos a medidas tão drásticas, avaliar os nosso gastos e ver onde podemos reduzir ou substituir. será que não consegues ter aulas de musicas por menos de 80€ por exemplo? eu consegui por 1€. ou antes de tudo será que não é melhor ter aulas de musica com mais pessoas, aumentando a tua rede de contactos, do que carregar isoladamente no conforto da tua casa, em botões pré programados, para nos dar uma falsa satisfação de sucesso em alguma consola de jogos?
boas férias a todos

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